0414/2024 - Perceived discrimination and evaluation of care in health services in Brazil Autopercepção de discriminação e avaliação do atendimento em serviços de saúde no Brasil
The aim of this article was to describe the prevalence of perceived discrimination and to identify associations with sociodemographic factors and the evaluation of care in health services in Brazil. This study used datathe 2013 National Health Survey and data44.001 adults were analyzed. The prevalence of discrimination in health services was 11.4% (95% CI 10,8 – 12,0). Discrimination was significantly higher in women (12.2%), in people with yellow skin color or indigenous people (13.3%), in those who lived with a partner (11.9%), among those with lower economic status (13,6%), in those who had poor health perception (21,7%) and shortest time since the last medical consultation (12,2%). Higher prevalence of discrimination was observed in the groups that rated the service as “regular, bad or very bad” regarding the characteristics of medical care, the reception at the health service and the waiting time to be attended. Discrimination can be associated with worse health outcomes and perceptions about the quality of health care. Discrimination in health services must be seen as a public health problem that needs actions to combat it, aiming to guarantee the quality of health care, especially in vulnerable groups.
Autopercepção de discriminação e avaliação do atendimento em serviços de saúde no Brasil
Abstract(resumo):
O objetivo deste artigo foi descrever a prevalência de discriminação autopercebida e identificar associações com fatores sociodemográficos e de avaliação dos atendimentos em estabelecimentos de saúde no Brasil. O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e foram analisados dados de 44.001 adultos. A prevalência de discriminação em serviços de saúde foi de 11,4% (IC95% 10,8 – 12,0). A discriminação foi significativamente maior nas mulheres (12,2%), em pessoas de raça/cor de pele amarela ou indígenas (18,2%), em quem vivia com companheiro (11,9%), em quem possuía menor classificação econômica (13,6%), entre quem percebia sua saúde como muito ruim (21,7%) e naqueles que estiveram em consulta em um período menor de três meses (12,2%). Foram observadas maiores prevalências de discriminação nos grupos que avaliaram o atendimento como “regular, ruim ou muito ruim” quanto às características do atendimento médico, à recepção no serviço de saúde e ao tempo de espera para ser atendido. A discriminação pode estar associada a piores resultados de saúde e percepções negativas do paciente sobre a qualidade da assistência. Deve ser vista como um problema de saúde pública e necessita de ações de combate visando garantir a qualidade da atenção à saúde, principalmente de grupos vulneráveis.
Keywords(palavra-chave):
Discriminação; Serviço de saúde; Inquéritos epidemiológicos
Albuquerque, P.V.C, Flores-Quispe, M.del.P, Tomasi, E. Perceived discrimination and evaluation of care in health services in Brazil. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2024/Dec). [Citado em 14/03/2026].
Está disponível em: http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/en/articles/perceived-discrimination-and-evaluation-of-care-in-health-services-in-brazil/19462