0039/2025 - Intensidade dos sintomas e uso da Medicina Integrativa e Complementar para tratamento da depressão no Brasil: estudo de base populacional
Symptom intensity and the use of Complementary and Integrative Medicine for the treatment of depression in Brazil: a population-based study
Author:
• Alexandre Faisal-Cury - Faisal-Cury, A. - <faisal@usp.br>ORCID: 0000-0003-3000-0880
Co-author(s):
• Daniel Maurício de Oliveira Rodrigues - Rodrigues, DMO - <danielmor7@gmail.com>ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5742-0693
• Jessica Mayumi Maruyama - Maruyama, J.M - <jessica.mmaruyama@usp.br>
ORCID: 0000-0002-7756-5806
• Ana Elise Machado Ribeiro Silotto - Silotto, A.E.M.R - <ana.silotto@usp.br>
ORCID: 0000-0001-9421-666X
• Artur Heps - Heps, A. - <arturheps@usp.br>
ORCID: 0000-0001-8303-3921
• Alicia Matijasevich - Matijasevich, A - <alicia.matijasevich@usp.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0060-1589
Abstract:
Objetivo: Muitos pacientes deprimidos optam pelas Práticas Integrativas Complementares (PICS). Nosso objetivo é avaliar se há associação entre a gravidade dos sintomas depressivos e uso de PICSMétodos: estudo transversal utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNS, 2019), estudo de base populacional. Uma amostra de 4.792 participantes (15-107 anos) relatando tratamento atual para depressão foi categorizada em 3 grupos: Grupo 1 (N=4.307, Sim para Psicoterapia/Medicação - Não para PICS); Grupo 2 (N=148, Sim para PICS - Não para Psicoterapia/Medicação) e Grupo 3 (N=337, Sim para Psicoterapia/Medicação - Sim para PICS). Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e ao Questionário de Saúde do Paciente-9. Utilizamos três categorias de depressão: sem depressão (pontuação ≤9), depressão leve (pontuação 10-14) e moderada/grave (≥15). A regressão logística multinomial estimou odds ratios brutas e ajustadas e intervalos de confiança de 95%.
Resultados: Entre os participantes que relataram usar pelo menos um tipo de PICS, 3,2% e 7,0% usaram PICS exclusivamente ou associado a tratamentos convencionais, respectivamente. Quanto maior a intensidade dos sintomas depressivos, menor a chance de usar PICS exclusivamente.
Conclusão: No Brasil somente apenas uma minoria de pessoas deprimidas usa PICS exclusivamente. Esses usuários apresentaram menor intensidade de sintomas depressivos.


